A Fundação de Quel’thalas

by luizcsilva on 25 de outubro de 2013

 

6.800 Anos Antes de WARCRAFT I

Os elfos superiores, liderados por Dath’Remar, deixaram Kalimdor para trás e enfrentaram as tempestades da Voragem. Em seus navios, eles vagaram pelos destroços do mundo durante muitos anos, descobrindo mistérios e reinos perdidos em sua jornada. Dath’Remar, que havia tomado para si o nome de Andassol (ou “aquele que anda durante o dia”), buscava lugares de poder considerável, sobre os quais os elfos poderiam construir seu novo lar.

Seus navios aportaram, enfim, nas praias do reino que mais tarde seria chamado pelos homens de Lordaeron. Os elfos adentraram o continente e montaram um acampamento nas tranquilas Clareiras de Tirisfal. Depois de alguns anos, muitos deles começaram a enlouquecer. Cogitou-se que algo maligno repousava sob aquela porção de terra, mas tais rumores nunca foram confirmados. Os elfos superiores desmontaram o acampamento e partiram para o norte, em direção a outra região rica em energias meridianas.

À medida que os elfos cruzavam as rudes e montanhosas terras de Lordaeron, sua jornada se tornava mais e mais perigosa. Como não recebiam mais as energias vivificantes da Nascente da Eternidade, muitos adoeceram por causa do clima frio ou morreram de fome. A mudança mais desconcertante, porém, era o fato de haverem perdido sua imortalidade, sua imunidade aos elementos. Eles também perderam um pouco de estatura e o tom violeta da pele. Apesar das dificuldades, os elfos se depararam com muitas criaturas maravilhosas que nunca haviam visto em Kalimdor. E conheceram tribos de humanos primitivos que caçavam nas florestas ancestrais. Porém, de todos os encontros, o mais ameaçador foi com os vorazes e ardilosos trolls da floresta de Zul’Aman.

Sua pele era coberta de musgos e eles eram capazes de regenerar membros perdidos e curar feridas graves, mas se mostraram uma raça barbárica e maligna. O império Amani se estendia sobre grande parte do norte de Lordaeron, e os trolls lutavam com selvageria para manter forasteiros indesejados longe de seu território. Os elfos desenvolveram um ódio profundo pelos trolls perversos, e matavam todos que cruzavam seu caminho.

Após longos anos, os elfos superiores finalmente encontraram uma porção de terra que lhes lembrava Kalimdor. Nas profundezas das florestas ao norte do continente, eles fundaram o reino de Quel’thalas e juraram criar um império poderoso, um verdadeiro gigante que lançaria sombra sobre o reino de seus primos Kaldorei. Para seu pesar, eles logo descobriram que Quel’thalas fora fundada sobre uma antiga cidade trólica considerada sagrada por aquele povo infame. Os trolls vieram maciçamente, quase de imediato, com suas lanças contra os elfos.

Mas os elfos, obstinados, se recusaram a abrir mão de suas novas terras. Eles usaram magias que haviam obtido da Nascente da Eternidade e rechaçaram os selvagens trolls. Sob a liderança de Dath’Remar, eles derrotaram as hostes dos amanis, nas quais havia dez trolls para cada elfo. Alguns elfos, preocupados com as advertências dos Kaldorei, acharam que o uso de magia poderia de fato acabar chamando a atenção da Legião Ardente. Eles decidiram, então, ocultar suas terras, e ergueram uma barreira protetora que lhes permitiria continuar com seus encantamentos. Eles construíram uma série de Pedras Rúnicas monolíticas em vários pontos em volta de Quel’thalas, marcando o limite da barreira mágica. As Pedras Rúnicas não só ocultavam a magia dos elfos de ameaças extradimensionais, mas também assustavam as supersticiosas hostes trólicas.

Com o passar do tempo, Quel’thalas se tornou um monumento ao empenho e à perícia mágica dos elfos superiores. Seus palácios elegantes eram construídos no mesmo estilo arquitetônico dos antigos salões de Kalimdor, mas se integravam perfeitamente à topografia natural da região. Quel’thalas se tornou a joia rara que os elfos havia muito almejavam lapidar. A Assembleia de Luaprata foi fundada para governar Quel’thalas, embora a dinastia Andassol mantivesse ainda um poder político módico. Composta dos sete maiores senhores élficos, a Assembleia mantinha a segurança do povo e das terras. Cercados pela barreira protetora, os elfos superiores permaneceram indiferentes às advertências dos Kaldorei e continuaram a usar a magia em quase todos os aspectos de suas vidas.

Por cerca de quatro mil anos, os elfos superiores viveram em paz na reclusão de seu reino. Todavia, os trolls vingativos não seriam tão facilmente derrotados. Nas profundezas das florestas eles planejavam, arquitetavam, esperavam suas hostes crescerem. Por fim, um imenso exército de trolls marchou das florestas sombrias e uma vez mais eles cercaram os pináculos iluminados de Quel’thalas.

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