A Coroa e o Trono de Gelo

by luizcsilva on 26 de outubro de 2013

Kil’jaeden lançou o esquife congelado de Ner’zhul ao mundo de Azeroth. O cristal cortou o céu estrelado e se chocou contra o continente ártico e desolado de Nortúndria, adentrando as profundezas subterrâneas do Glaciar Coroa de Gelo. O cristal congelado, deformado e marcado por sua descida violenta, assumiu uma forma semelhante à de um trono, e não demorou muito até que espírito vingativo de Ner’zhul se agitasse dentro dele.

De sua prisão no Trono de Gelo, Ner’zhul expandiu sua vasta consciência e tocou a mente dos habitantes nativos de Nortúndria. Sem muito esforço, ele escravizou as mentes de várias criaturas nativas, incluindo os trolls do gelo e os ferozes wendigos, atraindo seus irmãos malignos para suas sombras. Os poderes psíquicos do lich eram praticamente ilimitados, e lhe permitiram construir um pequeno exército e alojá-lo nos confusos labirintos da Coroa de Gelo. Sob a vigilância constante dos senhores do medo, o Lich Rei encontrou, enquanto ainda dominava suas cada vez mais poderosas habilidades, um assentamento humano remoto no limite do enorme Ermo das Serpes. Sem pestanejar, Ner’zhul decidiu testar seus poderes nos humanos, completamente alheios ao que se passava.

Ner’zhul lançou ao deserto ártico uma peste de morte-viva que havia se originado nas profundezas do Trono de Gelo. Controlando a peste apenas com sua vontade, o lich a levou direto à vila dos humanos. Dentro de três dias, todos na vila estavam mortos, mas em pouco tempo os corpos zumbificados se erguiam novamente. Ner’zhul sentia os espíritos e pensamentos de cada um deles como se fossem os seus próprios. A cacofonia ensurdecedora em sua mente fez com que Ner’zhul se tornasse ainda mais poderoso, nutrindo-se da energia dos espíritos. O lich percebeu rápido que o esforço que despenderia para controlar aqueles zumbis e guiá-los para qualquer fim por ele almejado seria insignificante.

Nos meses seguintes, Ner’zhul continuou seus experimentos com a peste da morte-viva, subjugando todos os habitantes humanos de Nortúndria. A cada dia que se passava o exército de mortos-vivos crescia, e Ner’zhul sabia que a hora de sua provação final se aproximava.

A Batalha de Grim Batol

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Enquanto isso, ao sul, nas terras devastadas pela guerra, os dispersos sobreviventes da Horda lutavam pela sobrevivência. Grom Grito Infernal e o clã Brado Guerreiro conseguiram escapar dos humanos, mas Olho Morto e o clã Olhos Sangrentos foram cercados e jogados nos campos de concentração de Lordaeron. Os guardas dos campos tiveram que lidar com rebeliões frequentes, mas conseguiram estabelecer seu controle sobre os prisioneiros.

Havia, entretanto, ignorado pela Aliança, um grupo grande de orcs vagando livre pelos ermos ao norte de Khaz Modan. O clã Presa do Dragão, liderado pelo bruxo Nekros, estava usando um artefato ancestral conhecido como Alma Demoníaca para controlar Alexstrasza, a Rainha dos Dragões, e sua revoada. Com a dragonesa como refém, Nekros preparou um exército secreto na fortaleza abandonada – e há quem diga amaldiçoada – de Grim Batol, que antes pertencera aos anões do clã Martelo Feroz. O infame bruxo planejava lançar sobre a Aliança suas forças e os poderosos dragões vermelhos. Ele esperava, com isso, reunir a Horda e continuar a conquista de Azeroth. Suas visões não se tornaram realidade. Um pequeno grupo de resistência, liderado pelo mago humano Rhonin, destruiu a Alma Demoníaca e libertou a Rainha dos Dragões do jugo de Nekros.

Enfurecidos, os dragões de Alexstrasza destroçaram Grim Batol, arruinando a fortaleza e incinerando grande parte do clã Presa do Dragão. Os grandes planos de reunificação desabaram com o cerco das tropas da Aliança, que levaram os orcs sobreviventes para os campos de concentração. A derrota do clã Presa do Dragão assinalava o fim da Horda e sua furiosa sede de sangue.

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